"E foi seguindo a menina dos contrários
Que de tão certa se perdia numa estrada errada
Que não gostava de cumprimentar os outros nos jantares
Que chorava na hora de dizer e cantava no silêncio
Que ria nas horas sérias
Parecia fria feito brasa, mas ardia como gelo
Que, pela vazio dos olhos, imaginavam ser profunda
Mas era rasa de tanta letra em sua mudez
Quanta coisa ela queria dizer com a língua parada
Tinha preguiça de tentar ser entendida
Tão entediada com os rótulos
Quis inventar um novo jeito
Foi alternando entre os trejeitos
Mas não teve efeito, só era mais uma menina"
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